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SAIBA TUDO SOBRE A MINHA ÚLTIMA VIAGEM A BORDO DO MSC WORLD EUROPA PELO GOLFO PÉRSICO

SAIBA TUDO SOBRE A MINHA ÚLTIMA VIAGEM A BORDO DO MSC WORLD EUROPA PELO GOLFO PÉRSICO

Após as formalidades de embarque no aeroporto, iniciamos a viagem até Istambul, o grupo, dividido em dois, metade dos passageiros saíram do Porto e a outra metade de Lisboa, rumo ao Dubai, onde seria o ‘porto de entrada’ e nos esperava o majestoso World Europa – o tal navio de cruzeiro mais inovador e ambientalmente mais desenvolvido da MSC.

A chegada ao emirado mais populoso (dos sete) Emirados Árabes Unidos, pela manhã do dia 4 de março foi brindada com uma temperatura agradável e à nossa espera já estavam o Ricardo e a Jeane (guias maravilhosos) que sem tempo a perder nos conduziram até à primeira grande experiência:. A parte antiga do Dubai – Old Dubai.

A parte antiga do Dubai – Old Dubai…

A visita começa pelo bairro histórico de Al Fahidi localizado nas margens do Dubai Creek, um pequeno braço de água que divide Deira a leste de Bur Dubai a oeste. Aqui os antigos comerciantes atracavam os seus barcos – dhows – trazendo perfumes, especiarias, café e ouro, sobretudo da India e da Africa, que juntamente com a indústria das pérolas e da pesca formavam a principal fonte de receita da economia local.

Por mais de meia centena era constituído o nosso grupo, e foram precisas algumas “Abras” (pequenos barcos de madeira tradicionais) que a troco de 1 dirham (cerca de 25 cêntimos) por passageiro nos levaram até à outra margem, pertíssimo do Deira Old Souk.

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Deira é conhecida como sendo o centro comercial do Dubai, atraindo milhares de turistas e nós, também fomos em busca de algumas pechinchas. Vestuário, especiarias, souvenirs, perfumes ou artigos em ouro e tudo de pode encontrar por ali. E para quem gosta de negociar, sente-se em casa. Algumas pessoas do grupo foram bem sucedidas na arte do regateio, somos abordados em cada rua e em cada esquina por vendedores ansiosos por negociar, mas eu confesso que por falta de paciência talvez, não tenho jeito nenhum para a coisa.

Aqui (no souk do ouro) mesmo para quem não pensa em fazer compras, vale a pena a visita e o objeto mais fotografado logo à entrada da rua é a famosa ‘Estrela de Talibã, o anel mais pesado do mundo, segundo o Guinness World Records, com os seus 58 kg de ouro de 21 quilates e mais de 5 kg de pedras preciosas… só mesmo no Dubai!

No antigo Forte Al Fahidi, o edifício mais antigo da cidade, fica o Museu Histórico do Dubai, que não tivemos oportunidade de visitar pois estava fechado, mas em compensação a degustação de um café tradicional aromatizado com cardamomo (faltaram as tâmaras) deu-nos energia extra para avançar rumo ao navio.

Na aproximação ao porto, o navio já se destaca – ao longe – e mesmo sem entrar já ficamos apaixonados com o exterior. A sua grandiosidade, o seu design inovador é impossível ficar indiferente.

Foi o processo de embarque mais rápido alguma vez feito. Lembrem-se que eramos 52 pessoas. O novo terminal de cruzeiros do Dubai – Port Rashid – o maior e mais moderno da região tinha preparado para receber os passageiros dezenas de postos de atendimento e o processo de etiquetar as bagagens, mostrar documentação, receber o “cruise card” – cartão que funciona como chave do camarote e que pode ser utilizado se desejar comprar algo que não esteja incluído no valor do pacote – e entrar no navio. Foram vinte minutos, meia hora no máximo.

A bordo…

Começo sempre por verificar o camarote. Desta vez fiquei (muito bem) instalado numa tipologia interior, deck 15, com ar condicionado, minibar, secador de cabelo, televisão, amenidades na casa de banho, tomadas e entradas USB, roupeiro (pouco) espaçoso, mas com com prateleiras, gavetas e cabides, suficiente para duas pessoas.

De seguida, o ritual do costume. Passagem direta ao deck 18 onde o Il Mercato Buffet, um dos dois buffets do navio, tranquilizou o estômago e acalmou a ‘alma’.

Após uma breve visita aos espaços públicos do navio era hora para me preparar para o exercício de segurança onde todos os hóspedes são convidados a participar no dia em que embarcam.

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ITINERÁRIO :

Abu Dhabi…

Logo cedo o World Europa atracou no terminal de Cruzeiros de Abu Dhabi, também chamado de Porto Zayed e que fica localizado a cerca de 5 quilômetros do centro da cidade. Como não tínhamos reservado nenhuma excursão, juntamos um pequeno grupo com cerca de 20 elementos e mesmo ali dentro do terminal ‘negociamos’ um pequeno autocarro para iniciar a nossa visita pela cidade.

Conhecida popularmente como a Grande Mesquita, a mesquita Sheikh Zayed foi construída para seu lugar de descanso eterno, é uma das maiores do mundo e foi a nossa primeira paragem. Erguendo-se majestosamente sobre os bem cuidados jardins que a rodeiam, conta com 4 minaretes com mais de 100 metros de altura, 80 cúpulas em mármore e mais de 1000 pilares que a sustentam.

Aqui tudo é feito em grande estilo, ou não estivéssemos nós num dos Emirados mais ricos. 90 mil toneladas de mármore branco com incrustações de pedras preciosas. Candeeiros Swarovski decorados com ouro de 24 quilates (o maior pesa 11 toneladas e tem 40 quilos de ouro). O tapete da sala principal é o maior do mundo e demorou cerca de dois anos a ser feito, por mais de 1200 artesãos.

É sem dúvida uma das mesquitas mais impressionantes do mundo, tanto pelo seu tamanho quanto pela sua beleza, design moderno e inovador, apresentando detalhes que reúnem os estilos mameluco, otomano, mourisco, indo-islâmico e fatímida…e o melhor de tudo. A entrada é gratuita.

A ter em conta que para visitar a mesquita deverá seguir alguns procedimentos. À entrada terá de fazer um registo de admissão e será necessário cobrir as pernas, a cabeça e os ombros no caso das mulheres, os homens não podem entrar de calções e deverão cobrir qualquer tatuagem visível.

Seguidamente dirigimo-nos para um pequeno city tour com passagens pelo sumptuoso Emirates Palace Hotel, que se tornou rapidamente num ícone turístico da cidade. Seguimos pela belíssima Corniche de Abu Dhabi onde paramos dar um passeio e tirar fotografias. Deixamos (propositadamente) o museu do Louvre de Abu Dhabi para outra oportunidade com mais tempo e para ter motivos para regressar. Tudo isto pela módica quantia de 15€ por passageiro…

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Sir Bani Yas

Sabia que a ilhe recebeu o nome da primeira tribo que a habitou? A tribo Bani Yas? Eu também não, fui pesquisar ??

A Ilha Sir Bani Yas fica a cerca de 250 quilómetros de Abu Dhabi e é uma das maiores ilhas naturais da região. Apesar de ter alguns atrativos bem interessantes a nível arqueológico, incluindo restos de uma igreja católica e de um mosteiro Cristão, ter sido declarada com reserva natural pelo o falecido Sheikh Zayed Bin Sultan Al Nahyan, fundador dos Emirados Árabes Unidos, considerada um santuário de vida selvagem com milhares de animais que vivem livremente, como girafas, avestruzes, pavões, antílopes, gazelas, águias e falcões… a maior parte do grupo decidiu não fazer rigorosamente nada.

Aproveitar a ilha praticamente deserta com praias de areia branca e com vista para o mar cristalino foi a atividade principal da maioria. Foi servido um churrasco ao almoço, hambúrgueres, saladas e frutas frescas acompanhado por águas e refrigerantes… assim como cerveja bem gelada.

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Dia de Navegação…

O dia de navegação costumava ser aquele dia em que o caos se instalava ao redor de qualquer piscina a bordo de uma navio de cruzeiro. Digo costumava porque isso (felizmente) não aconteceu. Claro que os quase 6000 passageiros a bordo não terão (todos) espreguiçadeiras à beira da piscina, mas os 333.3 metros de comprimento e a grande quantidade de espaços para apanhar sol fazem com que o navio tenha lugares suficiente para todos. A ideia aqui é ter várias espaços de piscina mais pequenas, que são 7 no total, para as pessoas ficarem mais espalhadas e evitar assim aglomerações junto ‘da piscina maior’.

No final do pequeno almoço (tardio, porque a noite é sempre longa) fui até à piscina principal do navio – La Plage – que conta com dois bares de apoio. Do lado esquerdo temos o Rive Gauche e do lado direito o Rive Droite. Nomes bem originais, diria. ??

Antes do almoço uma passagem pelo espaço Botanic Garden Pool, um dos meus lugares favoritos no navio! É uma área com lounges, espreguiçadeiras, jacuzzis e uma piscina. Tudo isto com muito verde, dois bares e área coberta com teto retrátil.

Normalmente é no dia de navegação, principalmente nos navios maiores, que o pessoal da animação organiza os melhores eventos e atividades para entreter os passageiros a bordo. Eu aproveitei para ler, descansar e tirar umas fotografias do navio.

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Dammam (Khobar)

É o maior porto do Golfo Pérsico e o terceiro mais movimentado do Médio Oriente, o Porto Rei Abdul Aziz, conhecido como Porto de Dammam. É uma das principais portas de entrada de carga do país, com capacidade de ancorar mais de 40 navios, onde descargas de cimento e minério de ferro são as mais populares. Foi construído principalmente para solucionar o aumento crescente da indústria petrolífera, pelo que a paisagem em seu redor é das menos atrativas de todo o itinerário.

Provavelmente para solucionar esse problema a MSC disponibilizou transfer gratuito até à vizinha cidade de Khobar (ou Al-Khobar), antigamente foi uma pequena vila de pescadores, até à descoberta de petróleo nas regiões vizinhas. Aí foi criado um porto para exportar o ouro negro para o Bahrein e a cidade servia de distrito residencial junto ao porto que perdeu importância quando as transações foram deslocadas para Dammam.

Al Khobar agora é vista como uma cidade turística com várias praias e alguns resorts e aqui também podemos encontrar alguns dos maiores shoppings da Arábia Saudita. Mall of Dhahran e Al-Rashid Mall são muito populares entre os moradores e os turistas.

Aqui pudemos dar um passeio a pé pela Corniche, repleta de parques infantis e zonas verdes. O destaque no horizonte vai para a ponte King Fahd Causeway, uma maravilha arquitetónica de 25 quilómetros, que liga a Arábia Saudita ao Bahrein. A pequena Mesquita de Khobar Corniche também é uma atração turística muito popular e juntamente com a Khobar Water Tower são as joias da cidade.

Outras atrações que podem enriquecer a visita são o Prince Sultan Science & Technology Center, também conhecido como SciTec, que alberga exposições sobre história natural e viagens espaciais. A Rua Suwaiket, também conhecida como Rua Príncipe Bandar ibn Abdulaziz, é onde fica um dos mercados mais antigos da cidade. Aqui pode encontrar e comprar roupas, tecidos, recordações, ouro e muito mais.

De salientar que todos os passageiros que queiram sair do navio neste porto, deverão apresentar o visto – em papel – no terminal de Dammam. O visto pode é elegível a 49 nacionalidades e pode ser tirado no portal on-line do governo Saudita por cerca de 25€/30€ por pessoa. Também poderá solicitar o visto à chegada no próprio terminal, mas não se esqueça que aqui o custo é de 129€, mais o tempo de tramitação do mesmo…

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Doha (Qatar) – O ponto alto do itinerário…

Provavelmente ouviu falar mais desta cidade, pois foi a sede do último Campeonato do Mundo de Futebol organizado pela FIFA, em Novembro de 2022. Antes disso, acredito que muitas pessoas a visitavam ou por obrigação profissional ou mesmo por acidente.

A expectativa era elevada, pois estávamos prestes a visitar ‘o país mais rico do mundo’. Para isso contribuem as suas reservas de petróleo e a terceira maior reserva de gás natural do mundo. Mas antes dessas preciosas descobertas, a principal economia do país girava em torno da extração de pérolas, herança que ainda hoje está fortemente presente por todos os cantos.

Aproveitando que a MSC tinha à disposição transfer desde o novíssimo Grand Cruise Terminal até ao centro da cidade por 10€, nem olhamos para trás. A decisão estava tomada e partimos à descoberta.

A primeira paragem foi no antigo mas vibrante Souk Waqif. Os Souks são mercados tradicionais encontrados na maioria das cidades árabes e uma das coisas que mais me impressionou em Doha foi a maneira como o passado, o presente e o futuro convivem harmonicamente. Aqui fica o coração cultural e social da cidade, este Souk foi um antigo mercado onde beduínos traziam suas mercadorias para comercializar e deve o seu nome – Waqif – que em Árabe significa em pé, porque o mercado costumava ser inundado com a maré e os comerciantes trabalhavam literalmente em pé em barracas improvisadas. Com a chegada dos modernos centros comerciais impulsionados pelos petrodólares o mercado perdeu fulgor, mas em 2003, após um grande incêndio o governo Qatari decidiu reconstruir o Souq Waqif mantendo a sua traça original e as suas construções históricas, com paredes de barro e as tradicionais vigas expostas. A grande diferença deste Souk (em relação a outros) é que em primeiro lugar é muito limpo, perfumado, agradável de se visitar e os comerciantes não assediam os turistas para comprar.

De frutos secos a especiarias, animais ou perfumes, tapetes e roupas tradicionais bordadas a ouro, ou até recordações made in china… afinal os Chineses estão em todo o lado ??

Depois de desta experiência maravilhosa dirigimo-nos à Corniche. Um passeio (calçadão) pela marginal com vista para o skyline de Doha ao longo de toda a baía, com vista para os enormes arranha-céus onde apanhamos um – Dhow – barco tradicional que antigamente era usado na apanha das pérolas, para descansar e beber uma água fresca. O passeio de 1 hora custou 10€ por pessoa.

Reservamos o final para visitar o Centro Cultural Islâmico Abdulla Bin Zaid Al Mahmoud, nome do criador do sistema judicial do Catar e notável filósofo islâmico nascido no Qatar.

A instituição cultural acolhe diversos eventos sociais, religiosos e educacionais da cidade. No seu interior há ainda uma grande biblioteca, uma mesquita (outrora a maior da cidade) e é um destino turístico de eleição que acolhe simpaticamente não-muçulmanos.

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Dubai

Chegados novamente ao Dubai e uma vez que o navio fica atracado durante a noite, permite que os passageiros consigam ter dois dias completos para explorar a cidade.

Decidimos de véspera que de manhã faríamos uma visita ao famoso Magical Garden e ao imponente Dubai Frame e de tarde a nosso dia seria passado num Safari pelo Deserto.

No terminal de cruzeiros visitamos alguns postos de excursões locais e conseguimos contratar um pequeno autocarro para nos levar, todos juntos, e com valores bastante interessantes – cerca de 50€ por pessoa – transporte e entradas incluídas.

Um verdadeiro país das maravilhas com mais de 150 milhões de flores, o Dubai Miracle Garden é uma das atrações mais originais dos Emirados Árabes Unidos. Considerado o maior jardim de flores naturais do mundo, está aberto entre novembro e abril e já recebeu 3 recordes do Guinness. O maior jardim vertical do mundo, a maior estrutura floral com o Airbus A380 da Emirates e com a escultura do Mickey Mouse com 18 metros de altura.

Seguimos para o Dubai Frame. Localizado no Zabeel Park, é uma impressionante ‘moldura’ de 150 metros de altura que se tornou uma das principais atrações turísticas do Dubai. Aqui, quando alguma coisa é feita, tem que ser em grande. O edifício mais alto do mundo, a piscina mais profunda do mundo, a maior roda-gigante do mundo, o hotel mais luxuoso do mundo… e o maior porta-retratos do mundo.

Ao entrar no espaço assistimos a projeções 3D e os efeitos especiais recriam a cultura e as tradições daquela antiga cidade de pescadores até se tornar um dos destinos turísticos mais visitados do mundo.

A principal atração é para os mais corajosos atravessar os 100 metro de vidro transparente que une as duas torres da construção, ficando aos pés dos visitantes as impressionantes construções da cidade.

Os safáris pelo deserto no Dubai são sem dúvida nenhuma a atividade mais procurada. E nós não poderíamos deixar de viver esta experiência. Saímos em grupo em direção ao deserto em veículos 4×4 em que os motoristas mostram seus dotes de condução e avançam a toda a velocidade pelas dunas, subindo e descendo até ao limite.

A nossa experiência contou ainda com um jantar típico (fraquinho) no deserto, passeios de camelo, tatuagens Hena e culminou com espetáculos de fogo e shows de dança do ventre.

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Último dia no Dubai…

Já depois do pequeno almoço, estava na hora de dizer adeus ao majestoso World Europa. Ultimo dia no Dubai, mas ainda nos esperava, no que se verificou ser, um dia em cheio.

À nossa espera o Ricardo e a Jeane (lembram-se? Fantásticos ??) estavam à nossa espera e já com o programa prontinho para ser desfrutado. Primeira paragem do dia. Burj khalifa.

A torre do Califa, o edifício mais alto do mundo com uma altura de 828 metros, anteriormente conhecida como Torre do Dubai, para ter uma ideia da sua altura, o arranha-céu tem o dobro da altura do Empire State Building em Nova York.

O edifício começou a sua construção no dia 21 de setembro de 2004 e terminou no dia 4 de janeiro de 2010, quase um ano depois do previsto. Subimos até ao primeiro miradouro, no 124º andar localizado a 442 metros de altura e a vista sobre a cidade é de cortar a respiração. Há um segundo ponto de visita a 555 metros de altura, no 148º andar e claro… o miradouro mais alto do mundo ??

Seguimos para o Dubai Mall que… com as suas mais de 1200 lojas é, o maior do mundo! De Dior, Chanel, Louis Vuitton a lojas como a Zara podem ser encontradas no seu interior. Algumas pessoas almoçaram pelo shopping, outros visitaram o aquário e Zoo Subaquático, também um dos maiores aquários suspensos do mundo.

A nossa visita continuou até um dos lugares mais fascinantes do mundo. O Museu do Futuro do Dubai reconhecido pelo National Geographic como um dos 14 museus mais bonitos do mundo.

O impressionante exterior do museu destaca-se pelo uso artístico da caligrafia árabe, que também funciona como janelas de vidro, onde se pode ler: “O futuro pertence a quem pode imaginá-lo, projetá-lo e executá-lo. Não é algo que se espera, mas que se cria.”

Cada andar do museu foi projetado como um cenário de filme interativo, onde contadores de histórias experientes, tecnólogos e artistas visionários lhe dão vida. Os tópicos incluem o futuro das viagens espaciais e da vida, mudanças climatéricas e ecologia, saúde, bem-estar e espiritualidade. Além das inovações, também há workshops e palestras quase diariamente.

Ao final do dia, dirigimo-nos para assistir a um dos espetáculos gratuitos mais bonitos do mundo. Dubai Fountain. Inaugurada na primavera de 2009, o espetáculo não deixa ninguém indiferente. A fonte tem 275 metros de comprimento e os seus jatos de água podem ser lançados até 150 metros de altura. Quando a água começa a ‘dançar’ ao som da música, de meia em meia hora os espetáculos diferem a cada apresentação, onde a música e a coreografia são sempre diferentes.

Para terminar em beleza, o nosso jantar foi num dos Rooftop mais épicos do Dubai Mall, à beira da piscina e como pano de fundo a Fonte do Dubai e o Burj Khalifa.

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Como é o MSC World Europa…

Se por fora o navio com 22 andares e capacidade para 6 mil pessoas , já chama a atenção, imagine o MSC World Europa por dentro, impressiona ainda mais.

Trata-se de uma autentica cidade flutuante , que oferece experiências muito diversas aos passageiros – este navio é elegante, moderno, com linhas retas, cores sóbrias e muita tecnologia.

É o primeiro navio da classe World da MSC e possui 33 opções de restauração, bares e lounges, cada um com seu próprio estilo e ambiente – incluindo 6 restaurantes de especialidades. Além disso, dispõe de muito entretenimento – 6 piscinas em diferentes áreas, o mais luxuoso MSC Yacht Club e a maior área infantil da frota.

O tamanho do World Europa impressiona até os passageiros mais habituados a cruzeiros com os seus 333,3 m de comprimento, 47 m de largura e 68 m de altura, dá a impressão que vamos entrar num grande condomínio de luxo sobre a água. E para quem viaja pela primeira vez num navio deste tamanho e tem receio de enjoar, pode ficar descansado pois o World Europa tem dois estabilizadores e nunca sentimos qualquer movimento em navegação.

Este navio tem 6 classes de camarotes, além do Yacht Club. Interiores, exteriores, varandas. Vão desde 12 a 104 metros quadrados e algumas delas possuem até banheira de hidromassagem. Pela primeira vez na MSC a varanda com vista para a promenade – para os que gostam de apreciar o movimento – e outra novidade exclusiva do World Europa é na cabine Infinite Ocean View – com janelas verticais fixas.

DESTAQUES:

Sem sombra de dúvida este navio tem opções de entretenimento para toda a família. Desde áreas para crianças e jovens, teatros, espetáculos, salas de jogos, pista de carrinhos de choque e festas temáticas que vão até de madrugada.

World Promenade

A World Promenade, com mais de cem metros de comprimento, é um dos espaços mais interessantes do navio. Por lá podemos encontrar um dos restaurantes da especialidade, o La Pescaderia – Fish Market, o Coffee Emporium, um café cheio de delícias exóticas e a Sweet Temptations, uma gelataria que também serve crepes e waffles. É também nesse espaço que fica o Venon Drop – The Spiral, o mais longo escorrega seco dos mares. É uma peça única de aço, cheia de curvas, que fica no meio da promenade – uma das atrações mais simbólicas deste novo World Europa.

Sportplex

O Sportplex é uma área multiusos dentro do navio e as atividades vão alterando ao longo do dia. De manhã, e para os mais radicais, podem experimentar calçar uns patins, durante o dia futebol, basquete podem ser jogados em equipa e à noite a pista de patinagem dá lugar a uma pista de carrinhos de choque bem ao estilo feira popular. O espaço fica escuro e um jogo de luzes deixa o ambiente muito mais divertido.

Restaurantes

A oferta de restauração no MSC World Europa é muito grande e com opções para todos os gostos. Como de costume, a gastronomia faz referência à culinário do mundo todo, mas neste itinerário a culinária árabe tinha lugar garantido.

Para almoçar e jantar são quatro os restaurantes principais, à la carte – Bubbles, La Foglia, Esagono, Hexagon no deck 6, e dois buffets – II Mercato Buffet e La Brasserie Buffet, desck’s 18 e 19, além de uma espécie de ‘snack bar’ com hambúrgueres, pizzas, hot dog’s, pretzels salgados, frango frito, também no deck 6 – Luna Park Pizza & Burger.

Além destes opções, o navio conta ainda com cinco opções de restaurantes da especialidade – pagos à parte. Comida japonesa no divertido e saboroso Kaito Teppanyaki & Sushi Bar, o mexicano Hola! Tacos e Cantina, a churrascaria Butcher’s Cut, peixes e mariscos – no La Pescaderia – e um conceito muito interessante e inovador “da horta para a mesa” – o Chef’s Garden Kitchen.

Bares

O navio conta com 14 bares e lounges e no que toca a bebidas as opções também são muitas e variadas. O Botanic Garden, Zen Bar, Surfers Bar, Rive Gauche e Rive Droite, The Box Bar e o Bar do Casino. Além destes, destaco o Elixir Mixology Bar, que serve cocktails mais sofisticados, o Fizz – Champagne Bar com uma variedade de espumantes e champagnes num ambiente fino e elegante, o Dolce Vita Bar, ponto de paragem quase obrigatório antes do jantar para um aperitivo ao som de uma música ao vivo – às vezes jazz, às vezes soul.

Masters of The Sea

(o meu favorito)

Este bar, no deck 7, bem ao estilo pub inglês e com decoração dedicada ao mar, aos piratas e aos marinheiros, serve uma cerveja artesanal feito a bordo com água do mar dessalinizada. Aliás, este é o primeiro navio do mundo a produzir a própria cerveja, em parceria com o mestre cervejeiro Italiano Teo Musso. Há três opções à escolha da ‘marca’ Oceanic – uma Pilsen, uma amarga e uma de trigo, qual delas a mais deliciosa. O preço de um ‘fino’ custa 5€ – incluído no pacote easy.

Era neste ambiente que (quase) todas as noites o grupo se reunia para ouvir (boa) musica ao vivo e por a conversa em dia.

Logo acima, e subindo uma escada de madeira em caracol, temos o The Gin Project (8º deck), um bar especializado em cocktails feitos com gin. O barman tem os ingredientes para fazer qualquer tipo de mistura que o cliente deseja. Também se pode jogar dardos ou uma partida de bilhar com os amigos.

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Conclusão

Cruzeiros são para velhos. Pois é, vamos crescendo e aprendendo. Hoje em dia já não é mais assim. Diria, que os cruzeiros são para pessoas de mente mais avançada. A maioria dos cruzeiros já são projetados justamente para abranger todas as gerações. Este itinerário foi disso exemplo, onde avós e netos, pais e filhos, casais e amigos puderam desfrutar verdadeiramente de uma viagem divertida e culturalmente rica. Cada um à sua maneira.

Este foi o relato da minha viagem pelo Golfo Pérsico, acompanhando meia centena de passageiros. Gratidão foi a palavra que me ocorreu logo que pisei o chão do aeroporto e percebi que me iria despedir de todos eles. A viagem foi magnífica. Obrigado a todos!

Quer reservar?

Para reservar um cruzeiro a bordo do MSC World Europa entre em contacto com um agentes de viagens. Case necessite de ajuda especializada para auxiliar na reserva, pode entrar em contacto connosco. O contacto pode ser feito pelo e-mail: info@cruiselovers.pt e teremos todo o gosto em ajudar.

Agradecimento Especial:

Apaixonou-se pela industria dos cruzeiros quando em 2008, a bordo do Navigator of the Seas, fez a sua primeira viagem.

A partir daí nunca mais parou. Nuno Ribeiro, fundador do cruzeiros.com.pt, a maior comunidade de entusiastas de cruzeiros em Portugal, acompanhou-nos durante toda a viagem pelo Golfo Pérsico… e que privilégio.

Este nosso amigo ‘viciado em cruzeiros’ revelou-se uma ajuda preciosa, partilhando todo o seu conhecimento e espirito de entreajuda.

OBRIGADO NUNO.

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©CRUISELOVERS

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Marco Carlino de Lima

Especialista em Cruzeiros & Editor-Chefe

“Apaixonado pela experiência humana por trás de cada viagem, Marco Lima soma mais de duas décadas no setor dos cruzeiros e, dedica-se a desmistificar o mundo dos cruzeiros com partilhas autênticas, dicas práticas e uma paixão contagiante pelo oceano.”

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