A Azamara acaba de mostrar a primeira antevisão do seu World Cruise de 2029: até 195 noites a bordo do Azamara Quest, a ligar San Diego a Copenhaga, com paragem em 126 portos espalhados por 40 países. Para quem prefere doses mais pequenas, há também versões de 179 e 139 noites. As reservas abrem já a 23 de setembro.
No papel, é uma viagem de tirar o fôlego. Na prática, e sejamos honestos, isto não é um produto para 99% de quem me procura. É um nicho fascinante, mas também uma fonte de confusão: muita gente vê estas notícias e fica convencida de que “fazer um cruzeiro volta ao mundo” implica desaparecer de casa durante meses. Não é bem assim.
A maior parte destes world cruises pode ser reservada por segmentos de duas, três semanas. É perfeitamente compatível com mais pessoas do que pensamos, que trabalham, com família e uma vida normal para gerir. Ninguém precisa de largar tudo durante meses para experimentar este tipo de viagem.

Dito isto, tiro o chapéu a quem continua a criar espaço para este tipo de experiência, pensada para quem realmente pode e quer desligar-se por muito tempo. É uma viagem de nicho, não uma tendência de massas, e o mercado precisa das duas coisas, e uma coisa é certa. As cabines esgotam com muita antecedência.
Se me perguntas como abordar este tema: começa sempre por um segmento, duas ou três semanas, num troço que te desperte curiosidade, seja uma travessia do Atlântico ou uma passagem pelo Canal do Panamá. Isso dá-te o gosto da coisa: o ritmo de estar semanas seguidas no mesmo navio, a rotina a bordo, os portos que se sucedem sem teres de fazer e desfazer mala em cada hotel. É a forma mais sensata de perceber se esta viagem é mesmo para ti, antes de equacionares meio ano de vida numa volta ao mundo.
Marco Lima ©cruiselovers.pt
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