O prémio foi entregue no dia 26 de junho, no Hilton Vilamoura Resort & Spa, em cerimônia que reuniu mais de 350 profissionais do turismo. Nesta edição, foram distribuídos 22 prémios, escolhidos entre 184 nomeados, com votos do júri convidado, assinantes do Publituris e assinantes da newsletter da publicação. Ou seja, não é só a indústria: há agências, operadores e leitores do setor a validar a escolha.
Dez anos seguidos não pode ser sorte
Quando uma marca vence uma vez, pode ser um bom ano. Quando vence dez vezes seguidas, já estamos a falar de outra coisa: consistência na operação, presença no mercado e uma percepção de marca que realmente se instalou na cabeça de quem compra e vende viagens todos os dias.
E os números ajudam a entender o porquê. A MSC é hoje a terceira maior companhia de cruzeiros do mundo e líder de mercado na Europa, Portugal incluído. Tem 23 navios na frota, itinerários nos cinco continentes, mais de 100 países e 300 destinos cobertos. É um raio de ação que poucas companhias conseguem replicar, e isso traduz-se em algo bem concreto para quem vende cruzeiros: facilidade de posicionamento. É mais fácil vender o que o cliente já reconhece.
O que isso significa para quem vende
Aqui é que a coisa fica interessante. Um prémio como este não é só uma medalha para pendurar na parede da do escritório da MSC. É um forte argumento de vendas pronto a ser usado.
Quando um cliente hesita entre companhias, ou simplesmente não conhece bem o produto, dizer “é a companhia mais premiada em Portugal, dez anos seguidos” tem um peso diferente de qualquer folheto promocional. Reduz o atrito de decisão. Dá segurança para quem nunca fez um cruzeiro e está com medo de escolher errado.
Mas atenção: reconhecimento de mercado não é sinónimo automático de melhor encaixe para todos os perfis de cliente. A MSC brilha em volume, preço competitivo, modernidade de frota e cobertura global. Mas pode não ser necessariamente a melhor resposta para quem procura uma experiência mais íntima ou de nicho. O trabalho de quem vende continua o mesmo: entender o que o cliente realmente quer.

A lição de posicionamento da companhia
Se há algo que vale a pena tirar disto, além da notícia em si, é o exemplo de consistência. A MSC não ganhou este prémio por uma campanha brilhante num único ano. Ganhou porque manteve produto, serviço e visibilidade alinhados ano após ano, até a repetição se tornar expectativa.
É o mesmo raciocínio que deveria guiar qualquer agência ou marca no setor de cruzeiros: não se trata de um golpe de sorte pontual, mas de construir reputação de forma sustentada, até que o mercado pare de perguntar “por quê esta marca?” e passar a perguntar “quem mais poderia ser?”.
Marco Lima ©cruiselovers.pt
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